Há situações comuns que ficam engraçadas quando contamos depois. Reuni três cenas fictícias, inventadas a partir de pequenos desencontros do cotidiano. São histórias para brincar com o inesperado, sem apresentar personagens como pessoas reais.
A lista que ficou em casa A pessoa chega ao mercado determinada a seguir a lista. Só percebe na primeira prateleira que deixou o papel na mesa. Faz compras pela memória, volta orgulhosa e encontra a lista: “Levar a lista”. Era a primeira linha.
A graça está nessa confiança toda diante de uma preparação que ficou para trás. Quem nunca saiu com a sensação de estar esquecendo justamente o que precisava lembrar?
A reunião da câmera desligada Alguém passa boa parte da chamada fazendo gestos animados, convencido de que está ajudando a explicar o assunto. Quando termina, descobre que a câmera estava desligada. Pelo menos, a apresentação teve uma plateia interna bastante entusiasmada.
O objeto muito bem guardado Para não perder uma coisa importante, a pessoa escolhe um lugar especial. Tão especial que ninguém mais consegue encontrar, inclusive ela. Quando o objeto reaparece, vem a explicação inevitável: “Agora lembro por que coloquei aí”.

Rir sem transformar erro em defeito Uma confusão pode render uma história agradável quando ninguém é exposto contra a vontade. Se aconteceu com outra pessoa, pergunte antes de compartilhar.
Gosto desse humor que reconhece nossa distração sem fazer dela uma sentença. A gente pode aprender com o contratempo e, quando houver espaço, guardar uma boa história também.
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